Transportes. Passes para quem ganha menos de 503 euros sobem 10,2%
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Transportes. Passes para quem ganha menos de 503 euros sobem 10,2%
Idosos e jovens são quem mais paga a crise do sector. Bilhete simples do metro de Lisboa ou da Carris sobe 19% mas passa a cobrir duas zonas Fonte: i A 1 de Fevereiro os preços dos passes vão subir em média 10,5% para reformados, pensionistas e de- sempregados que ganhem menos de 503 euros/mês, assim como para os utentes de agregados com rendimentos inferiores a 503 euros/mês por sujeito ou dependente – 1,2 vezes o indexante de apoios sociais (IAS). Já o aumento médio para quem tem até 23 anos ou idosos que ganhem mais de 503 euros/mês ronda os 57%. Segundo os preçários divulgados pelas empresas de transporte, quem recorre ao tarifário Passe Social+ (criado em 2011 com um desconto de 25% para quem ganha até 1,2 vezes o IAS), vai ser confrontado com aumentos de 8,5% a 10,8% no custo dos transportes: o passe urbano Metro/Carris vai saltar 8,5%, de 24,2 euros para 26,25 euros; o L1 sobe 10%, de 33 euros para 36,3 euros; já a versão Social+ do L12 salta 10,8%, de 39,5 euros para 43,75 euros; e no L123 o Social+ passa a custar 49,8 euros contra 44,9 euros. Há, contudo, uma outra modalidade do Social+ que oferece descontos de 50%. Este título visa os beneficiários do rendimento social de inserção – ganho mensal inferior a 189,52 euros – ou o complemento solidário de idosos – para quem ganha menos de 359 euros. Mas até aqui há aumentos: um utente com uma pensão de 300 euros e que pagava 22,25 euros pelo L1, por exemplo, vai pagar 24,2 euros (subida de 8,8%) a partir de Fevereiro. Quanto à população idosa que ganhe mais de 503 euros/mês, será confrontada com aumentos nos passes entre 59% e 64% – mais 14 euros no L1 ou mais 17 euros no L12, por exemplo. Desta ordem de grandeza serão também os aumentos nos passes para os jovens, o 4_ 18 e o sub23, que em Fevereiro sofrerão actualizações médias de 56% nos passes Metro/ Carris, L1, L2 e L123. Já se usarem o passe urbano só para o metro, a subida é de 82%: de 11,95 euros para 21,75 euros. Assim, e segundo as tabelas, o passe Carris/Metro vai passar a custar mais 54,9% para jovens, salto de 16,95 euros, para 26,25 euros; o L1 sobe 57,5%, de 23,05 euros para 36,3 euros; o L12 passa a custar mais 57,4%, de 27,8 euros para 43,75 euros; e o L123 para jovens passa a custar mais 57,3%, de 31,65 euros para 49,8 euros. Mas alguns jovens podem recorrer a uma modalidade que oferece 50% de desconto sobre os novos preços: basta para isso não terem mais de 18 anos e serem beneficiários do escalão A do Apoio Social Escolar: famílias com menos de 209,62 euros/mês. De resto, também haverá fortes actualizações nos passes combinados com desconto. Se os preços de tabela dos passes da Carris com a Rodoviária, com a CP ou com os Transportes Sul do Tejo vão subir 5% em Fevereiro, o valor exigido aos jovens pelos mesmos títulos vai disparar 58%. subidas As actualizações de Fevereiro trazem consigo subidas médias nos preços de tabela dos passes de 4,7%. Além disso, vai acabar a distinção de bilhetes para uma ou duas zonas para quem usa o 7 Colinas ou o Viva Viagem, ficando apenas um título único com um preço de 1,25 euros – mais 19% que o preço para uma viagem, mas –3,8% que o preço de uma viagem em duas zonas, no caso do metro de Lisboa. |
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